A identidade visual da 3ª Reunião Científica Regional Norte da ANPED, tem como referência uma simbologia baseada nos povos ancestrais, na mulher, no patrimônio cultural e imaterial da região Norte do Brasil.

Tocantins, estado sede do evento, é um território de cerrado, de ecótonos, devido a formação de dois ou mais biomas fronteiriços, de áreas de transição ambiental com flutuações anuais de vários ecossistemas, que ao completar seus 31 anos, sua riqueza cultural é composta por etnias indígenas: Karajá, Xambioá, Javaé, Xerente, Krahô, Krahô Kanela, Apinajé e Avá Canoeiros, pelos seus povos ancestrais e quilombolas.

O elemento visual principal da logomarca é a boneca de cerâmica indígena Ritxoko, símbolo da mulher Karajá, patrimônio cultural do Brasil, registrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2012.

palha, natural, biodegradável do buriti e babaçu, palmeiras comuns na região Norte do Brasil, tem inúmeras utilizações para os povos tradicionais, e delas surgem esteiras, chapéus, cestos, adereços, etc. Há muito tempo é matéria-prima para estes povos e sertanejos tocantinenses e servem, também, para amarrar peças em capim dourado, uma outra riqueza natural do Parque Estadual do Jalapão.

A flor helicônia, popularmente conhecida como bananeira do brejo ou bico de papagaio, é uma espécie típica da Amazônia, aqui representando a belezura da natureza, da floresta, da fauna, flora: a biodiversidade amazônica.

O grafismo representa vários traços da arte ancestral, da cultura negra, cabocla, assim como a pintura corporal indígena, além da arte marajoara, da cerâmica tapajônica.

 A predominância da cor vermelha, representando o fogo, o sangue, e por isso, associada à energia, à força, ao poder e se constitui como a diversidade dos povos da floresta, das mulheres negras quilombolas, seringueiros, castanheiros, das mulheres quebradeiras de coco-babaçu, pescadores artesanais, ribeirinhos dos igarapés do Pará, do rio Tocantins, do rio Araguaia, do rio Amazonas, varzanteiros, açaizeiros, guerrilheiros do Araguaia, considerando-se os recortes geracionais, de etnia, raça, gênero, religiosidade, ancestralidade, identidade sexual e a educação nortista do/no Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins: (re)existência educacional amazônica – o magistério brasileiro é feminino!

Adriano Alves – arte-finalista

Damião Rocha – criação